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Vagalumes iluminam cavernas e cupinzeiros na Amazônia para atrair presas

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Elton Alisson | Agência FAPESP – Em regiões no Cerrado brasileiro, como no Parque Nacional das Emas, em Goiás (GO), é possível observar durante noites quentes e úmidas na primavera um fenômeno, chamado de “cupinzeiros luminosos”, em que ninhos de cupins irradiam uma luz esverdeada intensa. A luz é emitida por larvas de vagalumes da espécie Pyrearinus termitilluminans , que expõem seus tórax luminescentes sobre a superfície dos cupinzeiros a fim de atrair insetos voadores para se tornarem suas presas. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Sorocaba, constatou que esses cupinzeiros luminosos também ocorrem no interior da floresta amazônica. Os pesquisadores também observaram a existência de larvas de vagalumes dentro de cavernas de argila na Amazônia, que exibem luminescência semelhante e com a mesma função das que colonizam os cupinzeiros luminosos. As descobertas, feitas por meio de projetos apoiados pela FAPESP, foram desc...

Fenômeno dos rios voadores

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Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”,  formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas. A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da árvores sob o...

Usinas propõem inundar 1.085 km2 da Amazônia

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Um trio de novas hidrelétricas que poderão ser erguidas na Amazônia prevê a inundação de uma área equivalente à da cidade do Rio de Janeiro, em uma das áreas ambientais mais sensíveis de toda a região, entre a fronteira dos Estados do Mato Grosso, Rondônia e Amazonas. Na última semana, conforme apurou o Estado, a empresa paranaense de engenharia Intertechne Consultores, que assina projetos de grandes hidrelétricas erguidas na Amazônia – como Belo Monte, Santo Antônio e Teles Pires –, registrou pedido de autorização na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estudar a viabilidade de três usinas. As hidrelétricas seriam erguidas em meio a uma série de unidades de conservação ambiental e terras indígenas, nos rios Aripuanã e Roosevelt. O que chama a atenção nos três projetos são as imensas áreas de vegetação que teriam de ficar debaixo d’água por conta da construção das barragens, tudo para gerar um volume relativamente baixo de energia. A usina de Sumaúma, segundo os e...

Seminário abordará mudanças climáticas, gênero e restauração florestal

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Uma das questões a serem levantadas será o acesso das ONGs e das comunidades às informações sobre proteção ambiental Natureza Viva No AR em  06/08/2017 - 09:31 A apresentadora Mara Régia entrevistou a pesquisadora do  WRI Brasil  sobre o Seminário Internacional Clima, Gênero e Restauração Florestal que acontece na terça-feira (8) em Belém, no Pará. A convidada é Katerina Elias que dá os detalhes do evento. O seminário vai debater a produção de baixo carbono, o uso de mudas nativas para reflorestamento e o envolvimento de lideranças rurais femininas na cadeia da restauração florestal do Pará. Saiba mais, ouvindo no  player  acima. O Natureza Viva vai ao ar todos os domingos, às 6h na Rádio Nacional do Alto Solimões e às 8h nas rádios Nacional da Amazônia, Nacional de Brasília e Nacional do Rio de Janeiro. _____ http://radios.ebc.com.br/natureza-viva/2017/08/seminario-abordara-sobre-mudancas-climaticas-genero-e-restaurac...

Falta o saneamento, aumentam as mortes

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Os investimentos em saneamento básico no Brasil estão em menos de 2 terços do necessário e em queda livre nos últimos dois anos A cada vez que se divulgam números sobre os serviços de saneamento urbano no País, crescem as preocupações. Agora, as informações são (Estado, 10/7) de que quase metade da população nacional não é atendida pela rede de esgotos – ou seja, perto de 100 milhões de pessoas – e quase 20%, perto de 40 milhões, não tem fornecimento de água nos domicílios. Para completar, mais de um terço de toda a água distribuída se perde no meio do caminho. E a causa de todos os problemas é a falta de investimentos. Tudo se complica ainda mais quando se é informado de que para universalizar até 2033 (daqui a 15 anos) os serviços de saneamento básico o País terá – ou teria – de investir mais de R$ 20 bilhões por ano. Mas entre 2010 e 2015 o investimento médio foi de R$ 11 milhões por ano, pouco mais de metade do necessário. Sem falar em redução ou eliminação das perdas. E par...