BAIA DO SOL - BANCO COMUNITÁRIO TUPINAMBÁ: EXEMPLO DE CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO LOCAL.


Maria Ivoneide - Uma das idealizadoras do projeto. 


Em agosto de 2008 algumas lideranças comunitárias da Baía do Sol foram até Fortaleza - CE conhecer a experiência do Banco Palmas (primeiro banco comunitário do Brasil), que conseguiu transformar a favela do Conjunto Palmeira, em um bairro popular com grande vigor econômico. No mesmo ano foi estabelecida  uma parceria com o Banco Palmas que ajudou a criar o banco comunitário na Baia do Sol, Ilha de Mosqueiro.

Em janeiro de 2009, a Associação Cultural FM Tupinambá (em Belém) criou o Banco Tupinambá, uma rede de solidariedade entre produtores e consumidores. A ideia é de implantar programas e projetos de trabalho e geração de renda, utilizando sistemas econômicos solidários, na perspectiva de superação da pobreza urbana local.

O Banco Tupinambá é um banco comunitário brasileiro, conhecido formalmente como um "Banco Comunitário de Desenvolvimento" ou BCD, fundado em 2009 na Baía do Sol, um bairro de 7.000 habitantes localizado no Distrito de Mosqueiro, Belém, Pará, Brasil. O Banco Comunitário nasceu com objetivos bem definidos de garantir microcrédito para produção e consumo local a juros baixos, sem exigência de consultas cadastrais, comprovação de renda ou fiador e manter a riqueza produzida pelo bairro no próprio bairro, por aceitar a compra e a venda com a moeda local. Opera sob o princípio da “economia solidária”.

O Banco Tupinambá foi o primeiro banco comunitário da região norte, e foi o trigésimo quarto do total de oitenta bancos no Brasil. Os bancos comunitários têm estruturas semelhantes em todo o Brasil. É gerido localmente pelo Instituto Tupinambá, conhecido por sua sigla I.T, e que possui a maioria da equipe voluntária. A missão do Banco é implementar projetos de trabalho e geração de renda através de sistemas de economia solidária primariamente focada na superação da pobreza urbana e rural. O objetivo é garantir microcréditos para produção e consumo local, com taxas de juros mínimos e sem requisitos para inscrição, comprovante de renda, ou fiador (a confiabilidade do tomador é garantida por vizinhos). A missão é também para fornecer acesso a serviços bancários para os moradores das comunidades mais pobres, que normalmente não teriam acesso a eles nos bancos tradicionais, com base na falta de histórico de crédito ou de garantia financeira e / ou distância física.

PRIMEIRAS AÇÕES

O banco começou com apenas 15 clientes e possuindo como lastro inicial R$ 5.000,00. Atualmente, o banco possui uma carteira de 20 mil reais. A moeda social é o Moqueio é indexada ao real, ou seja 1 Moqueio é igual a 1 Real, dessa forma, a quantidade de Moqueios que circula no bairro é exatamente a quantidade de Reais acumulada no branco. 97 empreendimentos (produção, comércio e serviço) locais aceitam a moeda e dão descontos para estimular seu uso. Os empreendimentos cadastrados podem fazer o câmbio no Banco Tupinambá em caso de necessidades de estoques.

OBJETIVOS

• Implantar programas e projetos de trabalho e geração de renda, utilizando sistemas econômicos solidários, na perspectiva de superação da pobreza urbana;
• Garantir microcréditos para produção e consumo local, a juros muito baixos, sem exigência de consultas cadastrais, comprovação de renda nem fiador;
• Manter a riqueza produzida pelo bairro no próprio bairro, por aceitar a compra e a venda com a moeda local.

CRONOLOGIA

• 2009: Criação do Banco Tupinambá;
• 2011: Criação do Instituto Banco Tupinambá, com o objetivo de fazer a gestão do conhecimento e difusão das práticas de Economia Solidária do Banco;
• 2009 a Junho de 2012: Realização de 31.427 operações bancárias e 610 operações de crédito, beneficiando mais de 1.200 famílias;
• 2012: Firma parceria com a Caixa Econômica Federal.

RESULTADOS ALCANÇADOS

• Nos últimos três anos (2009 a 2012) o Instituto Tupinambá realizou 610 operações de crédito, com um volume de empréstimos de R$ 110.000,00;
• Beneficiou 1.200 famílias, com manutenção de 50 postos de trabalho e geração de outros 120;
• Realização de 31.655 de transações pelo correspondente bancário, e realização da gestão de quase três milhões de reais;
• Realização de cursos, oficinas e palestras para os moradores do bairro e para outros locais, estimulando a rede solidária de economia;
• Os participantes do Banco Tupinambá moram melhor: tendem a ter um melhor acesso às informações difundidas no bairro, ser mais participativo nas atividades da comunidade (como fórum dos empreendedores), confiar mais na comunidade, caracterizando a existência de um maior capital social entre seus membros;
• Auxílio na criação de outros Bancos Comunitários na região norte do País a partir do sucesso do Banco Tupinambá;
• Integra a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, com a articulação de todos os Bancos Comunitários do Brasil, na qual todos os bancos prestam contas de suas atividades durante o Encontro Nacional da Rede de Bancos Comunitários;
• Atualmente, existem 80 Bancos Comunitários no Brasil.

PARCEIROS DO PROJETO

• Associação Cultural de Difusão Comunitária Tupinambá;
• Instituto Tupinambá;
• Entidades Governamentais e não Governamentais.



O Projeto CECI-Mulheres se caracteriza por um conjunto de ações que abrangem formação, orientação e incentivo para as mulheres do programa Bolsa Família , assistida pelo Banco Comunitário Tupinambá , sendo seu principal objetivo o desenvolvimento Socioprodutivo , financeiro e bancário das mesma.
O projeto tem fundamentação na política  do micro crédito ,inclusão social e sustentabilidade financeira  e com isso contribuindo para erradicar a pobreza extrema em nosso território.


 

 

 

1º CONCURSO DE FOTOGRAFIA DA BAIA DO SOL


No mês de julho acontecerá o IV Verão Tupi na comunidade da Baia do Sol. O evento de grande participação popular reunirá, como nas versões anteriores, atividades na área de esporte, cultura, saúde e cidadania. Como bem afirma seus organizadores o evento é um grande espaço democrático onde as pessoas independente de cor, raça, credo e de preferência sexual, podem participar e manifestar seus sentimentos, seus talentos e usufruir de seus direitos.


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