Tecnologia na criação de camarão de água doce gera índices de produtividade elevados



A aquicultura produz alimentos de considerável valor econômico, o que a torna uma atividade interessante para o produtor, além do elevado valor proteico, beneficiando o consumidor. Nesse contexto, uma das categorias cuja exploração vem despertando grande interesse, é a do camarão. A produção mundial de camarões atinge 2.200.000 toneladas anuais, ressaltando-se que, atualmente, 50% dos camarões consumidos são oriundos da carcinicultura, contra apenas 6% na década passada, sendo que os cultivados em água doce contribuem com cerca de 5% de toda cultura.

Embora os camarões sejam considerados produtos de luxo, devido aos preços elevados, seu cultivo pode contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida das populações de baixa renda, por meio da geração de empregos. A criação de camarões de água doce é relativamente mais simples que a de camarões marinhos, podendo ser realizada em propriedades de pequeno, médio ou grande porte, localizadas próximo ao litoral ou no interior.

Atualmente, o Brasil é o 6º produtor mundial. Segundo um levantamento da ABCC (Associação Brasileira de Criadores de Camarão), 85,5% dos produtores brasileiros são de pequeno porte e a atividade, geralmente, é secundária na propriedade. Alguns atuam em parcerias com proprietários maiores e órgãos públicos como prefeituras e SEBRAE.

A espécie Macrobrachium rosenbergii, conhecido no como camarão da Malásia, lagostim, camarão azul, gigante da Malásia ou camarão de água doce, constitui a espécie mais utilizada nos projetos de cultivo no país, principalmente, porque a tecnologia para sua criação está, relativamente, bem desenvolvida. Alcança bons preços no mercado nacional e internacional devido ao seu tamanho e ao sabor da sua carne.

A tecnologia para a produção de camarões de água doce vem apresentando um rápido e significativo desenvolvimento, o que pode gerar índices de produtividade muito elevados. Dentro dos requisitos técnicos considerados na seleção de áreas adequadas à atividade, destacam-se as condições de temperatura da água, disponibilidade de água de boa qualidade, situação topográfica, tipo de solo, entre outros. Além dessas disposições técnicas, as situações logísticas também devem ser consideradas, quais sejam: estudo de mercado, infraestrutura local, acesso e mão-de-obra .

A fim de disseminar as técnicas de todas as etapas de criação do camarão da Malásia, destacando as características biológicas, reprodutivas e os principais aspectos comerciais, o CPT – Centro de Produções Técnicas, em convênio com a FUNARBE - Fundação Arthur Bernardes/UFV e a UNESP - Jaboticabal (CAUNESP), elaborou o curso “Cultivo de camarões de água doce, no qual você estará recebendo informações e conhecendo as pesquisas do professor Wagner Cotroni Valenti,  Doutor em Ciências pelo IB – USP, diretor do Centro de Aquicultura da CAUNESP.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On Line de Viçosa, filiada à ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.

O mercado consumidor é bastante diversificado, podendo-se citar as redes de supermercados, hotéis, restaurantes e lojas especializadas em pescados. Trata-se de um produto nobre, com excelente aceitação pelos comércios interno e externo, que ainda tem muito espaço para crescimento, o que trará oportunidades aos produtores. O nacional está cada vez mais ligado, em termos de confiança, aos varejistas e em suas marcas, surgindo, então, mais uma oportunidade nesse setor.

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