As obras de Belo Monte na Amazônia

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Nos úlimos dias o Greenpeace divulgou algumas imagens que mostram os impactos ambientais das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Foram realizados sobrevoos na região de Altamira, no Pará, entre os meses de fevereiro e abril.
Durante este período, os fotógrafos do Greenpeace sobrevoaram o Rio Xingu para registrar o impacto ambiental da construção da usina, que desde 2009 se tornou alvo de oposição de ambientalistas e grupos indígenas locais.
As fotos pretendem chamar a atenção de toda a população brasileira e mostram trechos da Floresta Amazônica que seriam afetados pelos trabalhos e atividade de veículos pesados como caminhões e tratores na região.
Ainda de acordo com o Greenpeace, há a previsão de que Belo Monte faça com que aproximadamente 35 mil pessoas fiquem desalojadas. Os futuros afetados são moradores dos municípios do entorno, ribeirinhos, extrativistas e indígenas – a obra pode alagar uma área de 516 km2. Em compensação, devido à forte migração, a população atual, que está em torno de 109 mil pessoas, pode chegar a 200 mil habitantes já em 2013.
Segundo a Norte Energia, a Belo Monte custará pelo menos R$ 25 bilhões, mas há estimativas de que o custo chegue a R$ 30 bilhões. Trata-se de uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo federal.
De acordo com as previsões, a usina entrará em operação em 2015, e terá a capacidade máxima de produção de 11,2 mil megawatts (MW) de energia, o suficiente para abastecer uma cidade com 26 milhões de habitantes. No entanto, devido à variação do nível do rio ao longo do ano, a produção média será mais baixa, de apenas 4,5 mil MW.
 

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