GESTÃO PARTICIPATIVA: LIMPEZA PÚBLICA E CIDADANIA!



                Um importante aspecto do saneamento ambiental são os serviços de limpeza pública, os quais são de responsabilidade do Município, podendo executá-lo ou contratar terceiros que o façam. Legalmente o Município é competente, por ter maior conhecimento das necessidades locais e saber como atingir plenamente as funções sociais da cidade e o bem comum de seus habitantes.
               Estão incluídos os serviços de coleta e destinação de resíduos sólidos, varrição, poda, capina, destinação de entulhos da construção civil, etc. Além do aspecto visual e de bem-estar, a limpeza pública tem como grande objetivo que sejam efetivadas as proliferações de doenças, sobretudo as transmitidas por vetores, como dengue, febre amarela, malária, leishmaniose, doença de Chagas, dentre outras.
              O balneário de Mosqueiro, pertencente a Belém tem suas características ligadas ao turismo de veraneio, ao lazer, como forma de diversão, tanto para o banho de mar quanto para práticas esportivas e sociais. Porém, toda essa recreação à beira-rio faz com que a degradação desse ambiente costeiro se dê de forma bem acentuada, afinal, a maioria dos municípios da zona costeira é desprovida de sistemas adequados e eficientes para coleta e disposição final dos resíduos comuns e infectantes produzidos por sua comunidade e por visitantes.
             Na ausência de um programa de gerenciamento dos resíduos sólido ali produzido, donde a Educação Ambiental cumpriria papel precípuo como instrumento de ação e alcance da sustentabilidade ambiental na comunidade, não há nenhum outro mecanismo de mobilização e participação da mesma, por parte do Município, garantindo decisões e ações para atuar na busca de um propósito comum, sob uma interpretação e um sentido também compartilhados.


              Tal foco é de fundamental importância porque além de permitir um grau de conscientização das pessoas, no caso, em relação aos problemas dos resíduos sólidos, contribuir para a formação de uma visão critica e participativa a respeito do uso do patrimônio ambiental.
              Por fim, Não bastar compreender os problemas de resíduos sólidos e suas causas; é preciso agir. É imprescindível que os grupos, comunidades e suas entidades contribuam para a resolução dos problemas. O ideal é que as sugestões e as ações surjam da e na comunidade.

Para se obter a mobilização comunitária recomenda-se:

- Discutir a magnitude do problema e definir linhas de ação;
- Compatibilizar as linhas de ação com as disponibilidades existentes na comunidade;
- Definir as competências e responsabilidades de cada um (recurso humano, divulgação, transporte etc);
- Levantamento dos recursos disponíveis na comunidade e que possam ser postos à disposição das ações;
- Organização de comissões para operacionalizar o programa (comissão de divulgação, de multiplicadores etc);
- Organização de grupos de discussão para avaliar o envolvimento das lideranças comunitárias em função das soluções serem alcançadas.
 


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