SOS PRAIAS BRASILEIRAS


Praia limpa: o meio ambiente e a sua saúde agradecem
Latas de refrigerante, vidros, madeiras e diversos outros materiais poluentes são facilmente encontrados nas praias durante os meses de verão. O que pouca gente sabe é que além de causar desequilíbrio ambiental, eles podem  ajudar a transmitir doenças. O simples ato de jogar lixo na areia da praia seja descartáveis, papel ou restos de comida é o suficiente para desencadear uma série de problemas, seja para os animais quanto para os seres humanos.

É o que alerta a professora da UFRPE e membro do Grupo de pesquisa  do Laboratório de Ecologia e Gerenciamento Costeiro e Estuarino (LEGECE-UFPE), a mestre Jacqueline Silva Cavalcanti. “O lixo orgânico, como cascas de coco, cascas de amendoim e restos de alimentos deixados na areia ajudam a proliferação de doenças. Os restos de comida na areia, por exemplo, provocam a surgimento de pombos que ali se alimentam e podem transmitir doenças aos humanos”, diz a professora.


Uma vez no ambiente marinho, o lixo pode causar doenças e até a morte dos animais, bem como penetrar na cadeia alimentar, vindo a envenenar o próprio ser humano. Uma orla marítima mal preservada e cheia de lixo causa prejuízos para todos. Para a economia do local, uma vez que os turistas vão deixar de visitar uma praia suja, para o ecossistema e para os freqüentadores desses ambientes poluídos. A professora, lembra ainda  que pedaços de madeira e vidro jogados na areia da praia causam riscos às crianças  e devem ser colocado no saco e em locais seguros.
pe360graus.globo.com/praialimpa/

Atenção litorânea: Areia das praias de cidades brasileiras pode desaparecer

A escassez progressiva da areia pode fazer com que algumas praias do litoral brasileiro desapareçam do mapa, principalmente em cidades. A afirmação é do geólogo e geógrafo Dieter Muehe para quem os maiores vilões deste fenômeno são o aquecimento global e as ações nocivas do homem ao meio ambiente.
Em entrevista à Agência Brasil, Muehe explicou que as mudanças climáticas estão provocando elevações do nível do mar e tempestades em ritmo acelerado tornando vulneráveis as faixas de areia de muitas praias no país.

                                          Praia do Farol - Mosqueiro
“As regiões urbanas são as que correm mais risco, pois geralmente a perda de areia não é reposta naturalmente e a orla sofre maior erosão. Isso já ocorre em várias praias do Rio de Janeiro, como Piratininga, Ipanema e Cabo Frio”.
Embora preocupante, a situação pode ser revertida, explicou o geólogo. “As areias retiradas precisam ser repostas por meio de dragagens com areias idênticas às da praia ou mais grossas”.
Outra solução, segundo o especialista é a exploração de depósitos arenosos na zona submarina, embora seja uma alternativa cara, por já serem usadas pela construção civil ou pela proibição de sua exploração por questões ambientais.

                                          Praia do Chapéu Virado - Mosqueiro
Ele alertou que é fundamental investir em estudos sobre as fontes de sedimentos, com depósito de areia adequado, “além de saber como tirar para não afetar a biologia da área”.
Muehe repete o ditado de que é melhor prevenir do que remediar. “O certo seria adotar faixas de não edificação, conforme previsto por lei, que variam de 50 a 200 metros e assim teremos a um espaço de ajustamento da linha de costa”.
O pesquisador lamentou que este procedimento seja praticamente impossível em áreas urbanizadas. “No Leblon e em Copacabana, por exemplo, não tem jeito. Neste caso compensa o investimento na manutenção de praia de forma artificial. Tem lugares do mundo em que se repõe areia a cada ano em algumas praias, estas precisam ser intensificadas e coordenadas de forma mais eficiente”.

Por Ambientebrasil

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