Conservação de água doce para atingir segurança alimentar


O Projeto Várzea é uma parceria entre o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e o WWF-Brasil, a qual envolve uma rede informal de organizações governamentais e não-governamentais, movimentos sociais, instituições de pesquisa - para o desenvolvimento de sistemas de co-gestão dos ecossistemas aquáticos e seus recursos na região do baixo Amazonas.

Entre os objetivos do Projeto estão o desenvolvimento de sistemas de manejo comunitário para as atividades de pesca da várzea, a viabilização de alternativas econômicas para diversificar as fontes de renda das famílias ribeirinhas, a realização de pesquisas sobre a pesca comercial desenvolvida naquela região, a realização de programas de educação ambiental, a criação de políticas para a gestão participativa das atividades pesqueiras e atividades de fortalecimento das organizações e associações locais.

Atualmente é um dos sistemas de manejo comunitário (florestal e aquático) mais bem sucedido na Amazônia. É um processo longo de construção que envolve o fortalecimento das organizações locais, a pesquisa sobre sistemas inovadores de manejo e a formulação de políticas públicas. Ao longo dos 18 anos de execução de suas atividades, o Projeto Várzea possibilitou a regularização fundiária em áreas de várzea, o desenvolvimento de acordos de pesca e sistemas de manejo dos recursos da várzea e o aumento de renda das populações rurais de Santarém (PA). As atividades de apoio e fortalecimento social do projeto permitiram aos órgãos envolvidos “experimentar” metodologias que estão sendo replicadas hoje em outras regiões da Amazônia.


Este Projeto, junto com outras iniciativas da Rede WWF na China, rio Mekong, Camboja e rio Danúbio, compõem a publicação "Flowing rivers, full bellies". Tais iniciativas mostram como a conservação dos ecossistemas aquáticos contribui para a segurança alimentar. Os estudos de caso mostram que o manejo de base comunitária é fundamental para o desenvolvimento sustentável dos ecossistemas aquáticos. Por exemplo, no caso do manejo do pirarucu na Amazônia, ele pode ser mais rentável do que a criação de gado. A disseminação de resultados e lições aprendidas de projetos como estes e a construção de políticas e programas de apoio são prioridades importantes para a conservação dos ecossistemas aquáticos. Para saber mais, acesse a publicação na íntegra (somente em inglês) em:.

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