Postagens

A ‘Amazônia mineira’

Imagem
Biólogo encontra vestígios da ‘Amazônia mineira’ Pistas de 30 milhões de anos indicam que a região de Gandarela e Fonseca já foi mais quente e úmida . Texto: ALESSANDRO SILVA Fotos:  Antonio Scarpinetti Reprodução/Divulgação Edição de Imagens: Diana Melo Para quem conhece o interior “montanhoso” de Minas Gerais, onde a temperatura é amena, até faz frio, fica difícil imaginar uma floresta quente e úmida ali, com características parecidas às da Amazônia ou da Mata Atlântica. Uma pesquisa realizada na Unicamp, no Instituto de Geociências (IG), analisou fósseis de plantas que existiram no centro-sul do Estado, para reconstruir como era o clima da região há cerca de 30 milhões de anos. Pois a “Amazônia mineira” que existiu ali, que não é a floresta Amazônica de hoje, mas uma ancestral da Mata Atlântica, pode ter registrado temperatura média anual de até 28º C e grande concentração de chuvas. A constatação faz parte da tese de doutorado do biólogo Jean ...

Arte e Natureza: ESCULTORA SE ENCANTA COM A FLORESTA

Imagem
Por: Núbia Lentz A escultora Bia Doria desde 2002, dedicou-se ao estudo das formas naturais e da flora brasileira. Suas esculturas eram criadas a partir de raízes, galhos, troncos de árvores, cipós, extraídos de árvores mortas pela própria natureza, ou resgatadas do fundo de rios, barragens e hidrelétricas. Admiradora do trabalho do escultor Frans Krajcberg, fez dele seu mestre e inspirador, trabalhando e aprendendo com o grande escultor polonês radicado no Brasil. Esta convivência com o escultor consolidou na artista um caminho em direção à Arte, atenta a necessidade de evolução do homem. Sua ligação espiritual com a natureza e a constante reflexão sobre a vida humana na terra, mostraram que ela precisava seguir um novo caminho.  “Eu não poderia limitar o meu trabalho a simplesmente recolher os fragmentos das árvores encontradas no caminho. Eu precisava mostrar que as florestas precisam ser preservadas. É dif...

MOSQUEIRO: SALINIZAÇÃO DAS ÁGUAS ESTUARINAS!

Imagem
Baia do Maraj A desembocadura do rio Amazonas abrange uma área de cerca de 60.000 km 2 , onde a parte sul forma um estuário com mais de 200 km de extensão, que inclui a baía do Marajó e a parte sul do estuário do rio Pará, no qual está inserida a baía do Guajará, com aproximadamente 35 km de extensão. A ilha de Mosqueiro localiza-se no estuário amazônico, mais precisamente na baía do Marajó, que compreende a região mais próxima do oceano e recebe toda a descarga do rio Tocantins, outros   pequenos afluentes do rio Amazonas.   Assim, apesar de possuir praias de água doce, sofre uma variação de salinidade nos meses de setembro a dezembro, em decorrência do período de estiagem.  Habitação ribeirinha (Gravura: Projeto MEGAM-UFPA) A salinidade nesta baía é bastante variável: de 0 a 0,5 (*) no período chuvoso e acima de 2 no período seco, podendo chegar a 10 na sua foz. Devido a este fator ambiental, há ocorrência de abundância em biomassa e número das espécies ...