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"DONO É QUEM DESMATA"

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Livro recém-lançado percorre os caminhos da grilagem e desmatamento no sudoeste do Pará Debruçando-se sobre a porção sudoeste do Pará, ao longo do eixo da rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), a publicação Dono é quem desmata: conexões entre grilagem e desmatamento no sudoeste paraense , de Mauricio Torres, Daniela Fernandes Alarcon e o assessor do ISA Juan Doblas investiga as dinâmicas de desmatamento associadas à grilagem e o controle de unidades de conservação pelo crime organizado da madeira. Amparando-se em trabalhos de campo realizados entre 2004 e 2016, a obra analisa três regiões principais: a zona de influência da sede municipal de Novo Progresso, o distrito de Castelo de Sonhos, no município de Altamira, e a área da Gleba Leite, localizada em porções dos municípios de Altamira, Rurópolis e Trairão. A atuação de grileiros como Ezequiel Castanha e Antonio José Junqueira Vilela Filho – alvos, respectivamente, das operações Castanheira e Rios Voadores, da Polícia Federal (...

A importância da Amazônia no ciclo das águas

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Foto do rio Pastaza, um rio da amazônia peruana. Foto: Reprodução/Shutterstock A Amazônia tem papel fundamental no ciclo da água e na formação de nuvens modificando o clima a nível global Na escola as pessoas aprendem sobre o ciclo da água. Este ciclo infinito onde a água evapora, se condensa na forma de nuvens, desce no continente em forma de chuva e retorna aos mares e rios para manter esse ciclo contínuo. Entretanto pesquisadores têm apresentado cada vez mais evidências de que a transpiração da floresta, em especial da Amazônia, tem um grande impacto nesse ciclo e em todo o ecossistema do planeta. Publicado em 2014, o cientista Antonio Nobre, fez um relatório chamado “O Futuro Climático da Amazônia”. O relatório mostra como a floresta amazônica influencia a temperatura e o clima do planeta, e como sua transpiração tem especial importância nessas mudanças globais. De acordo com o relatório boa parte da água que formam as nuvens vem da captação realizada...

O grande pomar dos índios pré-colombianos

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Por Vandré Fonseca quinta-feira, 02 março 2017 20:33 ............................................ Manaus, AM -- Um mapa amplo sobre a influência dos povos pré-colombianos sobre a biodiversidade na Bacia Amazônica indica duas fortes evidências de que a natureza não é a única responsável pela generosidade da floresta. Pesquisadores liderados pela bióloga brasileira Carolina Levis descobriram que a concentração de plantas domesticadas na Amazônia é cinco vezes maior do que as não domesticadas. O estudo revela também que a presença destas espécies é maior perto de antigas povoações indígenas. Para chegar aos resultados, os pesquisadores cruzaram dados obtidos em mais de mil parcelas estudadas pela Rede de Diversidade de Árvores Amazônicas com um mapa de mais de 3 mil sítios arqueológicos encontrados na região. O foco do estudo foram 85 espécies de árvores sabidamente domesticadas por povos amazônicos, para alimentação, construção de abrigos e outros usos. “É surpreende ...