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A NAVE ESPACIAL TERRA

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por Mani Álvarez - mani@clasi.org.br Alguns cientistas têm-se manifestado de forma contundente sobre o perigo de mantermos uma cultura econômica e tecnologicamente insustentável. Uma dessas figuras de renome é o prof. Ervin Laszlo, fundador e presidente do Clube de Budapeste, que fez declarações muito importantes em seu livro "Macrotransição". Depois de fazer extensiva análise da situação, chegou à conclusão de que a crise global que vivemos atualmente tem suas raízes numa “crise de consciência”. Ele reconhece que a consciência humana não brota num vácuo – ela é produzida pela cultura. Basta um rápido olhar para sentir a insanidade de nossa cultura no planeta: um crescimento populacional descontrolado, uma tecnologia indiferente ao impacto que causa ao meio ambiente, um estímulo desvairado ao consumismo, meios de comunicação inconseqüentes e, no centro de tudo isso, pessoas hipnotizadas, robotizadas, alienadas, vivendo num estado de consciência pré-humano. O grand...

A estranha origem de nossa comida exótica

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Conta-nos uma lenda - chamada da primeira água - que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d'Alva), combinaram um dia visitar Ibiapité (Centro da Terra). Em u'a madrugada deixaram Ibacapuranga (Céu Bonito) e desceram para a terra. Descansaram no enorme disco da Iupê-jaçanã (Vitória-Régia) e se puseram a caminho para o centro da terra. Quando as duas se preparavam para descer o Ibibira (abismo), Caninana Tyba mordeu a alva face de Jacy que, sentindo a dor, derramou copiosas lágrimas amargas sobre uma extensa plantação de mandioca. Depois disso, a face de Jacy nunca mais foi a mesma pois as mordidas da caninana, marcaram-na para sempre. Das lágrimas de Jacy surgiu o tycupy (tucupi). O tucupi é ácido cianidrico. Todavia, as nossas avoengas descobriram que poderiam vencer esse veneno deixando-o exposto ao sol por três ou quatro dias ou, então, depois de "descansado" (tempo em que a tapioca sedimenta-se no fundo do vasilhame), é fervido, ficando o tucupi pronto pa...

AÇAÍ: fruto que alimenta, cura e inspira!

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A exposição “Um olhar Naïf sobre o açaí”, do artista Luis dos Anjos segue em cartaz até o dia 30 de maio, na Galeria César Leite, na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém . Com curadoria da professora doutora Lígia Simonian, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), a exposição traz algumas séries de telas que interpretam elementos da cultura do açaí, um dos frutos mais consumidos no Pará. Segundo a professora Lígia Simonian, curadora da exposição, Luiz dos Anjos faz um trabalho que apresenta elementos rurais e urbanos do que se pode de denominar de cultura do açaí. “No meio rural, os destaques são para a coleta, o empacotamento em cestos, o transporte, o beneficiamento artesanal, a gastronomia e o consumo. Mas, também, a dança do carimbó do açaí em barracão; no meio urbano, a compra e venda do produto na Feira do Açaí, o consumo no porto do Ver-o-Peso, a venda de doses de açaí nos festivais, na rua etc.”, explica.  Natural de Santarém, oe...

Tráfico de Animais Silvestres

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Borboleta de restinga - Amazônia Talden Queiroz Farias Um dos maiores problemas ambientais da atualidade em todo o mundo é a questão do tráfico de animais silvestres, que consiste na retirada ilegal dessas espécies da natureza para posterior negociação no mercado interno ou externo. A cada ano um número absurdo de animais é pilhado do meio ambiente natural no Brasil e na maioria dos outros países para serem vendidos como mercadoria. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico de animais silvestres é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do planeta, perdendo apenas para o tráfico de drogas e para o tráfico de armas. A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) estima que o tráfico de animais silvestres movimente mundialmente cerca de pelo menos dez bilhões de dólares por ano. O Brasil ocupa um lugar de destaque na questão do tráfico de animais silvestres chegando a movimentar aproximadamente quinze por cento desse comérci...